Existe um Idade Para Aprender Uma Nova Língua?

Até os anos de 1990, era comum as pessoas dizerem que somente uma criança poderia aprender uma segunda língua no nível de um nativo. Diziam que as crianças eram mais receptivas para o aprendizado, incluso novas línguas. Isso faz sentido, pois as crianças precisam aprender uma língua para poder se comunicar com o mundo. Essa motivação ajuda elas a aprenderem uma segunda língua.

De lá pra cá, com novas pesquisas e estudos, pesquisadores sugerem que enquanto os jovens aprendizes possuem certas vantagem para aprender uma nova língua, a maturidade e experiência de uma pessoa adulta ou mais velha dá algumas ferramentas e técnicas que crianças não poderiam utilizar.

Enquanto as crianças estão naturalmente adaptadas para aprender, pessoas mais velhas usam sua experiência para aprender. Sendo assim, aprender uma língua não se torna mais difícil com a idade... apenas muda a forma de aprendizado.

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É verdade que existe uma teoria (altamente controversa) de que o cérebro se torna menos receptível a informações conforme a idade vai chegando, essa teoria é conhecida como “Hipótese do Período Crítico” e se apoia na ideia de que o aprendizado de uma língua nova tem a ver com a idade da pessoa. Mas há muitos cientistas que contradizem essa ideia, porém concordam que os mais jovens possuem vantagens. São elas:

Cognitivas: tem a ver com o conhecimento. As crianças captam informações mais facilmente que os adultos.

Motivacionais: é a maior vantagem das crianças. Pois para aprender uma língua ou uma segunda, elas são encorajadas pelos pais, desafiadas por testes e pelo desejo de se comunicarem. Enquanto que um adulto precisa encontrar suas motivações.

Estruturais: crianças têm mais horas livres para aprender ou estudar uma nova língua, enquanto que adultos estão geralmente ocupados e na busca para encontrar tempo e se dedicar a estudos.

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Os adultos também têm suas próprias vantagens:

                Cognitivas: os mais velhos possuem mais conhecimento e podem conseguir adaptar esse conhecimento na sua experiência de aprendizado. Até se tornar um adulto, a pessoa se conhece mais, as técnicas de trabalho e estudo que mais gosta. Além disso, o vocabulário de um adulto é, na maioria das vezes, maior do que o de crianças.

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                Empírico: tem a ver com experiências pessoais. Uma pessoa mais velha e com muito conhecimento pode fazer associações que a maioria das crianças podem não ter. São associações úteis que vêm de lugares inesperados como um verso de letra de música, slogans, coisas relacionadas com língua. E se a pessoa já souber mais de uma língua, essa vantagem é ainda maior.

                Contextual: uma pessoa mais experiente entende melhor o significado da linguagem. Pesquisas mostraram que os adultos aprendem melhor a parte de conceitos e gramatical de uma nova língua melhor do que as crianças, que podem aprender com mais facilidade como reproduzir o sotaque de um nativo na língua que se aprende.

Há uma questão de que aprender uma língua mais tarde pode ser mais vantajoso do que se aprender mais cedo. Pois ao aprender, a pessoa mais experiente irá exercitar a mente, o que é bom para a saúde mental dela.

Estudar e usar uma língua estrangeira parece melhorar, segundo pesquisadores, um conjunto de processos mentais que permite as pessoas variar pensamentos e comportamentos de um momento para o outro, dependendo da tarefa em mãos. A aprendizagem de uma língua estrangeira é uma boa maneira de exercitar um cérebro, e mantê-lo saudável, ao longo da vida.